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Chás, plantas e ervas para doenças do dia a dia!

Atualizado: 12 de fev. de 2022

O que move tanta gente, principalmente as mais velhas, a conhecer e estudar tanto sobre as plantas? Será que é só uma curiosidade infundada? Eu duvido muito. Eu acredito que isso remete a conhecimentos muito mais profundos e antigos que trazemos da nossa ancestralidade. Antigamente não existiam remédios laboratoriais. As pessoas tinham que se virar com o que tinham em mãos. Claro que estamos falando de muito antigamente. Mas mesmo quando os remédios começaram a ser oferecidos para a grande população, muitas pessoas viviam em aldeias afastadas dos grandes centros e sequer tinham dinheiro para adquirir os medicamentos. Todas essas pessoas se tratavam com o que a natureza tinha a oferecer. E elas viviam bem. Você confia na medicina moderna, que veio através dos anos e conhecimento científico se aperfeiçoando, muito antes da medicina moderna? Por que achar que o remédio laboratorial vai reduzir a dor e o chá de determinada erva, não? Se você olhar a bula desses remédios laboratoriais, vai ver que são compostos por substâncias naturais. Por elementos extraídos das plantas. O fato determinante entre utilizar plantas e utilizar cápsulas de concentrados dessas plantas, é a mania de achar que a primeira opção não é “chique” ou que não tem comprovação científica. Gente, chique é ter saúde! Chique é viver bem! Chique é não ter que gastar uma fortuna com medicamentos laboratoriais e internações. Chique é você poder usar esse dinheiro pra fazer uma viagem com sua família, cheio de saúde! E muita coisa natural tem comprovação científica e muita coisa não tem, pois laboratórios não têm tanto interesse em comprovar o que está de graça na natureza pois o que está de graça na natureza não tem como ser patenteado. E sem patente, sem dinheiro. Está mais do que na hora de mudarmos isso tudo. Parar de achar que o que todo mundo faz é o melhor. Não é assim. Se uma amiga chega e fala que determinado remédio de laboratório é tiro e queda para dores musculares, você sai correndo comprar sem nem questionar. Mas aí, quando a avó fala para tomar tal chá que oferece os mesmos resultados que o remédio que a amiga indicou, a senhorinha vira piada. Eu garanto que se você ler a bula do remédio que a amiga indicou, é muito provável que ele contenha a planta que a avó indicou para fazer o chá. Nós temos muitas medicinas complementares milenares que têm muito a nos oferecer. Para você ter uma ideia, até mesmo o SUS incorporou medicinas complementares, no ano passado (2018), em suas práticas. Hoje em dia é possível encontrar, no Sistema Único de Saúde, tratamentos através da aromaterapia, constelação familiar, cromoterapia, imposição de mãos (passe), terapias florais e diversas outras. Todas elas integram o quadro de tratamentos porque são técnicas cientificamente comprovadas que promovem a cura e o bem-estar. E com as ervas e plantas não é diferente. Elas atravessaram os séculos e hoje fazem parte da medicina oferecida pelo governo para tratar a população como um todo. E se ela vem sobrevivendo a todo esse tempo e suas mudanças, não deve restar dúvidas da sua eficácia, certo?


UM POUCO DE HISTÓRIA: A TRADIÇÃO DAS ERVAS

Se buscarmos com exatidão onde começou a tradição das ervas, não vamos encontrar, mas ela remete ao tempo dos curandeiros, benzedores e xamãs. E mesmo esses, herdaram o conhecimento dos antigos magos e feiticeiras. E esses herdaram o conhecimento dos anciãos. Ou seja, não vamos chegar ao princípio. Talvez porque o princípio seja o início do próprio tempo. Fato é que todas essas práticas, hoje, estão nos laboratórios. Cientistas buscam encontrar propriedades que comprovem que determinada planta cura determinada condição. Mas muito além dos cientistas atuais e sua ancestralidade, é possível compreender a importância das plantas através do comportamento dos animais. Como sempre falo, a natureza é sábia. Um cachorro ou um gato que esteja com dores no estômago, vai comer ervas que induzem o vômito. Com certeza você já viu isso. Já os chimpanzés, consomem - em jejum - folhas de plantas que eliminam vermes intestinais. Agora, se buscarmos mais profundamente qual o início dessa tradição, chegaremos a duas teorias.


TEORIA DAS ASSINATURAS

Para o médico, alquimista, físico, astrólogo e ocultista suíço-alemão Paracelso, todo ser da natureza tem a imagem da virtude que ele guarda dentro de si. Sendo assim, detalhes como habitat, cor, forma, cheiro (e outros detalhes) mostraria qual atividade terapêutica ela possui. Por exemplo: as nozes seriam boas para o sistema nervoso central, porque ela se parece com um cérebro. O feijão ajudaria nos problemas renais, pois ele se parece com um rim. As pimentas tratariam as queimaduras e por aí vai. E existe uma segunda teoria.


TEORIA DOS OPOSTOS

Essa teoria é atribuída ao pai da medicina Hipócrates e ao médico e filósofo Galeno. Ela fala sobre a cura pelos opostos. Existe um famoso ditado que fala sobre isso: Contraria contrariis curantur. Essa teoria não possui grandes exemplos e nem nada que chame tanto a atenção, mas ela é a base de toda a medicina alopática. A maior parte da flora que pode ser utilizada no tratamento de diversas condições, está principalmente nos países de terceiro mundo, sobretudo os que possuem florestas tropicais. E aí, o Brasil tem pra dar e vender. A riqueza das nossas matas soma mais de 50 mil espécies de plantas superiores, divididas nos diferentes biomas. Só na Amazônia, se concentra de 25 a 30 mil dessas espécies. Na Mata Atlântica outros 16 mil. No cerrado cerca de 7 mil e o restante distribuído na Caatinga e nas florestas subtropicais. Toda essa riqueza medicinal está em constante ataque pois os ataques à vegetação acontecem todos os dias. Nos jornais se tornou até comum - infelizmente - a notícia que diz que 20 campos de futebol foram desmatados na Amazônia. Ou que um criador de gado desmatou diversos hectares para criação da sua boiada. Se as pessoas tivessem mais consciência do que está se perdendo, certamente teriam mais cuidados.


MEDICINA OCIDENTAL E MEDICINA ORIENTAL

Existe uma grande diferença entre a medicina ocidental e medicina oriental. Eu, particularmente, aplico diversas técnicas da medicina oriental, no meu dia a dia. Vou explicar. Na medicina ocidental, o paciente é “fragmentado”. Ou seja, se ele chega com dor de estômago, o seu estômago vai ser tratado. Para essa medicina, o problema ocorre porque existe uma disfunção em algum órgão ou tecido, e essa disfunção reflete em alterações anatômicas e/ou bioquímicas. É provável que esse paciente com dor no estômago seja submetido a testes para descobrir, por exemplo, se existe um processo inflamatório ocorrendo em seu estômago. Supondo que uma ferida seja confirmada, ela será observada através de um microscópio. Através da sua peculiar organização, será diagnosticada como úlcera péptica, úlcera atrófica ou, até mesmo, um câncer de estômago. Essa é a maneira que nossa medicina trabalha. Olhando para o órgão que possui a condição. Já para a medicina oriental, o ser é um todo. Existe o lado físico e o espiritual, e quando ambos se desequilibram, surgem as doenças. Se o mesmo paciente com dor no estômago chega no consultório, esse problema vai ser tratado considerando as características da pessoa como um todo. É o mesmo paciente com a mesma condição. Entretanto não será tratado apenas o estômago, mas todo o equilíbrio emocional e físico do paciente. O conjunto dos sinais dele como ser, serão observados. O profissional vai procurar saber se ele bebe bastante água, se dorme bem e possíveis questões psicológicas que possam estar desarmonizando a pessoa. Também serão observadas as unhas, pêlos, cabelos, lábios, língua, pulso, olhos - entre outros - para poder chegar ao diagnóstico mais preciso. E eu concordo que você utilize as duas abordagens mais com essa abordagem. O ser é muito complexo para ser observado apenas aquele fragmento que possui algum tipo de alteração. A intervenção precisa ser na pessoa como um todo, até porque os problemas físicos possuem raízes emocionais. Essa pessoa com problemas no estômago possivelmente passa por níveis de estresse e não está conseguindo se harmonizar. E se for o caso de tomar remédio para o estômago, que tome, mas não passe sem ser visto como um todo. Algumas pessoas estranham minha abordagem, pois já vou logo perguntando sobre hábitos do cotidiano. Normalmente me deparo com aquela cara de “esse cara está maluco”. E nessas investigações cuidadosas, a alimentação - em particular - sempre foi alvo das minhas análises. Tanto que construí meu canal no YouTube onde abordo com frequência o tema. Eu acredito que a busca pela causa é extremamente necessária para descobrir o que levou a pessoa à determinada situação. Esse percurso é tão importante quanto o diagnóstico com o nome da doença. A doença abala o ser como um todo, então os diferentes pontos precisam ser encarados e tratados. Somente assim a pessoa estará curada. O paciente não é um pé, um ombro, um pâncreas ou intestino. E é pensando dessa forma que a medicina complementar tem tanto espaço na minha vida. O tratamento todo pode ocorrer com as plantas. Elas, muitas vezes, tratam como um todo. Muitas vezes um chá de camomila pode tratar um incômodo estomacal. Não apenas por suas propriedades que vão trabalhar diretamente no alívio do estômago, mas também porque ela acalma, reduz o estresse. Para dar um exemplo mais “palpável”, uma pessoa que chega com dor na coluna, atrás de um diagnóstico, deve ser examinada além de sua dor nas costas. Pode ser que uma pisada errada esteja causando o problema na coluna. Então o correto seria também trabalhar essa pisada. Tratar a dor na coluna será apenas paliativo. Pessoas são sistemas completos. E as ervas parece que sabem disso. UMA MEDICINA ANTIGA E ATUAL Não seria prudente dizer que apenas o povo oriental ou apenas os índios foram importantes para a construção da medicina que temos hoje. Todos os povos, com seus conhecimentos específicos de suas regiões contribuíram para o crescimento do conhecimento e das melhores técnicas e abordagens. Exemplo disso são os amuletos, as ervas usadas nos benzimentos e nos diferentes rituais espalhados pelo planeta. Também as manifestações religiosas, culturais, o ecossistema local (...) Tudo contribuiu e contribui com a seleção e validação das espécies vegetais e suas propriedades medicinais. Não são apenas os magos, bruxos, alquimistas e feiticeiros que disseminaram o conhecimento da natureza, mas todo aquele que ensinou que um simples chá de hortelã poderia aliviar a indigestão. Ou mesmo um chá de Hibisco poderia emagrecer ao mesmo tempo que ajudaria no controle da pressão. Cada senhora que passou adiante seu conhecimento sobre determinada planta, trabalha como um importante subsídio básico para a escolha dessa erva para determinados tratamentos. Por isso o saber popular deve ser respeitado e valorizado. Não é à toa que a pessoa que vive lá no interior, em um sítio, está com 90 anos e não aparenta. Está esbanjando saúde. O conhecimento da vida nem sempre tem a ver com o conhecimento adquirido nas universidades. Mas não estou aqui desprezando o estudo, a ciência, o conhecimento. De forma alguma. Estou apenas dizendo para também não desprezar o conhecimento popular. A medicina acontece todos os dias, em todas as casas, como quando a mãe acalma o filho para que sua dor de cabeça passe. Assim como acontece quando o cardiologista consegue realizar um transplante de alto risco e devolve o sorriso à família. Assim como deve existir o equilíbrio corpo, mente e espírito para que vivamos bem, é preciso existir um equilíbrio entre os diferentes conhecimentos. Para arrematar o pensamento: a medicina antiga e atual precisam estar unidas. A medicina popular, a oriental e a ocidental precisam caminhar juntas. O único objetivo não deve ser a guerra de egos, mas a cura das pessoas. E quanto menos abrasivo for esse tratamento, melhor para todos. Espero que tenha plantado em você a mesma semente que me foi plantada em mim quando ainda menino, observava as mulheres mais velhas da minha família curando pessoas através dos chás. Mas antes de entramos no glossário com 101 doenças e condições, e seus tratamentos através das plantas, eu gostaria de deixar um aviso: Em momento algum você deve trocar seu tratamento farmacêutico pelo tratamento que ofereço nesse ebook. Tudo que encontrar aqui poderá ser usado como tratamento complementar, mas não como o principal. Converse com seu médico sobre a possibilidade de incorporar mais esse tratamento ao seu dia a dia. E, juntos, observem os resultados.


Fonte: Manual da Saúde Natural - Daian Syebra - Ebook Gratuíto - Compartilharemos nos próximos posts o Glossário com as 101 doenças e condições com seus tratamentos.

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